
Curitiba costuma entrar na viagem como escala ou como cidade de trabalho, mas rende um ótimo fim de semana prolongado: parques bem cuidados, museus, gastronomia de imigrantes e um dos passeios de trem mais bonitos do país, descendo a Serra do Mar até Morretes. Três dias são suficientes para ver o essencial com calma.
Este é um roteiro de curadoria, com a ordem que evita perder tempo.
Antes de ir: dicas práticas
- Segunda-feira é dia fraco. Muitos museus e atrações fecham às segundas. Monte o roteiro para que o dia de museu caia entre terça e domingo.
- Leve casaco o ano todo. Curitiba é uma das capitais mais frias do país, e a temperatura muda bastante ao longo do dia, mesmo no verão.
- Reserve o trem com antecedência, principalmente para fins de semana e feriados.
Como chegar e se locomover
O aeroporto que atende Curitiba fica em São José dos Pinhais, na região metropolitana, e tem voos diretos das principais capitais. Do aeroporto ao centro, vá de táxi, aplicativo ou ônibus. Na cidade, o centro histórico se faz a pé, e os parques ficam espalhados: combine a Linha Turismo com aplicativo para não perder tempo. Carro só vale a pena se você quiser voltar de Morretes pela Estrada da Graciosa por conta própria.
Onde ficar
- Centro e Batel: a melhor base. O Batel concentra restaurantes, bares e hotéis. O Centro fica perto da Rua XV de Novembro e do Largo da Ordem.
- Perto do Jardim Botânico: bom para quem prefere um lado mais tranquilo da cidade.
Dia 1 — Centro histórico e Linha Turismo
Comece pelo centro, a pé: a Rua XV de Novembro, o calçadão mais famoso da cidade, a Praça Tiradentes e o Largo da Ordem, com casarões e igrejas antigas. Se o seu dia 1 cair num domingo, aproveite a feira do Largo da Ordem, de artesanato e antiguidades.
À tarde, use a Linha Turismo, o ônibus turístico da prefeitura, que faz um circuito pelos principais pontos da cidade. O passe dá direito a embarcar e reembarcar algumas vezes ao longo do percurso, então dá para descer nas atrações que mais interessam e pegar o próximo ônibus depois. Confira valores e horários antes, porque as regras de pagamento mudam.
Dia 2 — Jardim Botânico, MON e Santa Felicidade
Abra o dia no Jardim Botânico, o cartão-postal de Curitiba, com a estufa de vidro e metal e os jardins geométricos em frente. Vá cedo para fotografar sem multidão.
Depois, siga para o Museu Oscar Niemeyer (MON), o prédio em forma de olho, projetado pelo arquiteto. O museu funciona das 10h às 18h, costuma fechar às segundas e tem entrada gratuita às quartas-feiras. Confira a programação e os ingressos no site do museu. Reserve pelo menos 2 horas.
No fim da tarde, dê uma passada na Ópera de Arame, o teatro de estrutura tubular cercado de lago e mata, e no Parque Tanguá, com mirante e cascata. Os dois ficam no circuito da Linha Turismo.
À noite, jante em Santa Felicidade, o bairro italiano, famoso pelos restaurantes de rodízio de massas, frango e polenta.
Dia 3 — Trem da Serra do Mar até Morretes
Reserve o último dia para o passeio de trem de Curitiba a Morretes, operado pela Serra Verde Express. O trem desce a Serra do Mar por cerca de 70 km, entre túneis, pontes e Mata Atlântica, numa viagem que leva algumas horas.
Em Morretes, almoce o barreado, o prato típico da região: carne cozida por horas em panela de barro, servida com farinha de mandioca e banana. Depois, caminhe pelo centro histórico, à beira do rio Nhundiaquara.
A volta pode ser de trem ou de van, pela Estrada da Graciosa, uma estrada antiga e sinuosa pela serra. Muitos pacotes combinam ida de trem e volta de van.
Atenção: o trem não sai todos os dias em baixa temporada, e os horários mudam conforme a época. Confira o calendário antes de fechar a data.
O que comer
- Barreado: em Morretes, como almoço do dia do trem.
- Rodízio italiano: em Santa Felicidade.
- Pinhão: a semente da araucária, cozida ou em pratos típicos, principalmente no outono e no inverno.
- Cafés e confeitarias: Curitiba tem forte tradição de imigrantes, e as confeitarias de inspiração europeia são parte do passeio.
Quando ir
- Primavera e outono: clima ameno e boa época para parques e para o trem.
- Inverno: frio, às vezes muito frio, mas com dias secos e céu limpo. É a época do pinhão.
- Verão: mais calor e chuvas de fim de tarde. A serra pode ficar coberta de neblina, o que reduz a vista do trem.
O que evitar
- Montar o dia de museus numa segunda-feira.
- Ir sem reserva no trem em fim de semana ou feriado.
- Sair sem casaco porque “está sol”.
- Tentar fazer o trem e a cidade no mesmo dia.
Quer montar a sua viagem para Curitiba?
Curitiba fica muito melhor com a ordem pensada: em que dia fazer o trem, como encaixar os museus fora das segundas, onde ficar e onde jantar. A gente monta esse roteiro com vocês na Koda, com as reservas na ordem certa para as suas datas.